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Chapeuzinho Vermelho
⭐ Destaque

Chapeuzinho Vermelho

O conto clássico para toda a família

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Era uma vez uma floresta encantada, onde viviam muitos personagens de historinhas infantis. Lá também morava uma menininha muito querida chamada Chapeuzinho Vermelho. Esse era o seu apelido porque ela amava usar um capuz vermelho lindíssimo, que sua vovó havia costurado com muito carinho.

Certo dia, a mãe da menina a chamou com um pedido importante: — Filha, a vovó está dodói. Eu quero que leve essa cestinha com doces e uma sopa quentinha. Mas olha só: nada de conversar com estranhos, ouviu? E não se distraia no caminho. — Sim, mamãe! — respondeu a menina, pronta para a aventura.


E lá foi ela, pulando pela trilha da floresta, toda contente e cantarolando baixinho a sua música favorita:

"Pela estrada afora, eu vou bem sozinha, Levar esses doces para a vovozinha. Ela mora longe, o caminho é deserto, E o lobo mau passeia aqui por perto. Mas à tardinha, ao sol poente, Junto à mamãezinha dormirei contente."


De repente, a menina parou. Ela ouviu um barulho nas folhas. De trás dos arbustos, surgiu uma figura felpuda farejando o ar. — Que cheirinho delicioso é esse que passeia pela minha floresta? — disse o Lobo, com uma voz mansa. — Hã? Mas quem está aí? — perguntou Chapeuzinho, surpresa. — Perdoe minha indelicadeza. É que um cheiro tão bom como esse não passa despercebido. O que você leva aí? — Oi, sou a Chapeuzinho. Estou levando doces e sopa pra minha vovozinha. Ela está doente.


Os olhos do lobo brilharam de ganância. Vovó doente, sopa, doces... A cabeça dele já montava o plano perfeito. — Mas você é uma neta muito dedicada! — elogiou o Lobo, fingindo simpatia. — Sua vovó adoraria ganhar flores daquele campo de margaridas, não acha? — Grande ideia, senhor Lobo! A minha vovozinha vai adorar.


Acreditando na bondade do estranho, Chapeuzinho desviou do caminho e foi até o campo de flores.


Enquanto a menina se distraía colhendo margaridas lindas e cheirosas, o Lobo não perdeu um segundo. Ele tomou um atalho que só ele conhecia, correndo pela floresta e cantarolando uma canção vitoriosa:

"Eu sou o lobo mau, lobo mau, lobo mau. Eu pego as criancinhas para fazer mingau. Hoje estou contente, vai haver festança, Tenho um bom petisco para encher a minha pança!"


O Lobo chegou na casinha da vovó e bateu à porta de leve, da forma mais delicada que conseguiu. — Olá, quem está aí na porta? — perguntou a voz fraquinha lá de dentro. O Lobo afinou a voz para imitar a menina: — Sou eu, vovozinha, sua netinha, Chapeuzinho Vermelho. Trouxe sopa quentinha e doces que você adora! — Que coisa boa! Pode entrar, minha netinha. A porta está aberta.

O lobo abriu a porta, saltou sobre a cama e engoliu a vovó inteirinha! Sem perder tempo, vestiu as roupas dela, colocou a touca, deitou-se na cama e ficou bem quietinho, esperando sua próxima refeição.


Logo depois, Chapeuzinho chegou com um lindo buquê de flores nas mãos, animada para ver a avó. — Olá, vovó! Posso entrar? — Pode entrar, minha netinha. Eu estava te esperando... Opa, quer dizer, que surpresa enorme! Entre logo. — respondeu o Lobo, tentando disfarçar a voz rouca.

Chapeuzinho abriu a porta e caminhou até a cama. Achou a vovó muito esquisita. — Ora, minha netinha, que bom que você veio. Estou tão doente. O que você trouxe para mim? A menina apertou os olhos, confusa: — Mas vovó... para que essas orelhas tão grandes? — Minhas orelhas são para te ouvir melhor... — Hum. Para que esses olhos tão grandes? — Eles são para te enxergar melhor... — E para que esse nariz tão grande? — É para te cheirar melhor, meu bem... — Mas vovó... para que esses dentes tão grandes?! O Lobo saltou da cama, revelando sua verdadeira forma: — São para te comer!


Chapeuzinho gritou e correu pela casa, desviando de cadeiras e mesas, com o lobo faminto logo atrás. — Socorro! Alguém me ajude! O lobo mau, ele quer me pegar!

Por muita sorte, um caçador forte e valente passava por ali, voltando do seu trabalho na floresta. Ele ouviu o grito desesperado e não pensou duas vezes. Arrombou a porta e apontou sua arma. — Deixe ela em paz, lobo mau! Você não é bem-vindo aqui! O lobo até tentou atacar, mas estava com a barriga tão pesada que o caçador conseguiu vencê-lo rapidinho.

Ao ver a barriga enorme do lobo se mexendo, o caçador entendeu tudo o que havia acontecido. Com muito cuidado, ele abriu a barriga da fera e tirou a vovozinha lá de dentro, sã e salva. — Vovó! Vovó! Você está salva! — chorou Chapeuzinho, abraçando a avó com toda a força do mundo.


O caçador pegou o lobo e o levou para bem longe, para uma parte muito distante da floresta, onde ele nunca mais poderia enganar ninguém.

Aliviadas, a vovó e a Chapeuzinho sentaram-se à mesa, comeram os doces da cesta, tomaram a sopa quentinha e riram de toda a confusão. Desde então, Chapeuzinho Vermelho continuou sendo uma menina doce e alegre, mas aprendeu a lição: prometeu sempre obedecer à mamãe e nunca mais conversar com estranhos.

E assim, todos viveram felizes para sempre.


Fim.

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